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Brasil será um dos cinco maiores produtores de audiovisual do mundo

 


12.10.2017 - 17:30 

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'É preciso defender liberdade de expressão e de manifestação conforme está consagrado em nossa Carta Magna. Nossa função como gestores públicos é defender os princípios constitucionais", defendeu Sá Leitão (direita) durante entrevista ao jornalista Roberto D'Ávilla (Foto: Acácio Pinheiro/Ascom MinC)
 

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, destacou seus planos de transformar a indústria audiovisual brasileira em uma das cinco maiores produtoras no mundo – as outras quatro estão na Índia, Nigéria, Estados Unidos e China -, durante entrevista concedida ao programa do jornalista Roberto D'Ávila, que foi ao ar na noite desta quarta-feira (11).

De acordo com Sá Leitão, a ampliação do potencial audiovisual no País deverá se dar por meio do aproveitamento integral dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). "O FSA, composto por recursos provenientes da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), nos últimos dez anos rendeu R$ 7,5 bilhões ao Estado brasileiro, dos quais somente R$ 3,5 bilhões foram repassados ao fundo. E desses, pouco mais de R$ 1,3 bilhão foi efetivamente utilizado. A cada ano temos mais R$ 600 milhões ou R$ 700 milhões adicionados ao fundo. Se investirmos corretamente, em 10 anos teremos uma das cinco maiores indústrias audiovisuais do mundo", declarou. 

Na mesma entrevista, o ministro negou qualquer intenção do Ministério da Cultura ou do governo federal em promover censura. "A censura é expressamente vedada pela Constituição Federal, promulgada em 1988, e é a base do nosso Estado de Direito. A liberdade de expressão e de manifestação está consagrada em nossa Carta Magna. Nossa função como gestores públicos é defender os princípios constitucionais. Não há nenhum interesse de estabelecer censura de nenhum tipo no Brasil", enfatizou. 

Sá Leitão revelou também os esforços empreendidos em sua gestão para assegurar a continuidade das atividades do ministério até o final do ano, seja por meio de reforço orçamentário ou mesmo por meio de parceria com instituições privadas. "Desde que assumi o Ministério da Cultura analisei as contas e identifiquei uma série de recursos que estavam sendo encaminhados para ações pouco prioritárias. Após esse diagnóstico, apresentamos ao presidente Michel Temer um panorama da situação financeira da pasta. O que nos permitiu solicitar R$ 94 milhões para custearmos as ações da pasta até dezembro. Os recursos foram concedidos pelo presidente Temer na semana passada, juntamente com R$ 40 dos 60 milhões solicitados para o PAC Cidades Históricas. Tenho esperança que vamos conseguir os outros R$ 20 milhões até o final do ano", destacou.

Por fim, o ministro reiterou sua intenção de desenvolver todo potencial da indústria criativa. Para Sá Leitão, o maior legado que será deixado por sua gestão é fazer com que os Poderes Públicos e a sociedade entendam a força e a potência econômica das atividades culturais. A economia criativa, segundo o ministro, representa 2,64% do PIB nacional — no caso do Rio de Janeiro, representa mais de 4% —, é uma das dez maiores atividades econômicas do Brasil e gera um milhão de empregos diretos. "A cultura é um front de desenvolvimento, tem alto impacto na geração de renda, além de todos os ganhos sociais e culturais conhecidos. Precisamos potencializar isso e estamos tomando uma série de providências não apenas para empunhar essa bandeira bem alto, mas também adotando medidas concretas para que todos possam valorizar o lado econômico da cultura", concluiu.

 

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura